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<HR>
</DIV>
<DIV align=center><STRONG><EM><FONT color=#800000 size=4>Boletín informativo - 
Red solidaria de la izquierda radical</FONT></EM></STRONG></DIV>
<DIV align=center><STRONG><EM><FONT size=4><IMG alt="" hspace=0 
src="C:\Documents and Settings\EH\Mis documentos\germain 1.JPG" align=baseline 
border=0><BR><FONT color=#000080>Año III - 11 de marzo 2006 - Redacción: 
</FONT></FONT></EM></STRONG><A 
href="mailto:germain@chasque.net"><STRONG><EM><FONT color=#000080 
size=4>germain@chasque.net</FONT></EM></STRONG></A></DIV>
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<HR>
</DIV>
<DIV align=justify>&nbsp;</DIV>
<DIV align=justify><STRONG><FONT size=3>Brasil</FONT></STRONG></FONT></DIV>
<DIV align=justify><FONT face=Arial><STRONG></STRONG></FONT>&nbsp;</DIV>
<DIV align=justify><FONT face=Arial size=2><STRONG><FONT size=3>Afirmar e 
fortalecer a Frente Única Social e Política <BR>&nbsp;<BR>Raul Fitipaldi 
*</FONT></STRONG><BR>&nbsp;<BR></FONT></DIV>
<DIV align=justify><FONT face=Arial size=2></FONT>&nbsp;</DIV>
<DIV align=justify><FONT face=Arial size=2>O questionamento a respeito da 
qualidade de corrente ou tendência da Frente Única Social e Política precisa 
alguns detalhamentos dirigidos a esclarecer para onde aponta esta construção 
coletiva e aberta. A FUSP não representa nenhum posicionamento contrário ao 
direito de tendências e correntes assegurado no estatuto partidário do PSOL. 
Simplesmente que em razão da busca de renovação de métodos de construção, da 
forma de vinculação com os movimentos sociais, do tipo de organização 
transformadora que desejamos, e, é bom dizer, por causa do desgaste que a 
expressão corporativa que as tendências têm demonstrado na última década, os 
apoiadores da FU decidiram radicalizar na busca das formas mais horizontais e 
heterodoxas possíveis para se unificar na base de alguns pressupostos 
fundamentais. Esses pressupostos são programáticos e metodológicos, e portanto, 
influem tanto na tática e na estratégia como nas técnicas de organizar e 
executar a militância. Em definitivo, também até agora, a Frente parte de um 
conceito lançado no 1º Encontro Estadual do PSOL SC e é o casulo inicial de uma 
experiência que arrisca inovar e propor, especialmente na relação com o 
movimento social e com a institucionalidade.&nbsp;<BR>&nbsp;<BR>“O Partido 
Socialismo e Liberdade nasce da perspectiva de caminhos novos para a discussão 
de um projeto socialista, a necessidade da construção de um partido de novo tipo 
para abrigar a esquerda.” Esta definição que consta do Manifesto UMA FRENTE 
ÚNICA SOCIAL E POLÍTICA NO BRASIL determina o espírito dessa FU.&nbsp; A 
construção desse novo tipo de partido, ao nosso ver, deve vir acompanhada de um 
novo modelo de construção. Não há receitas mágicas para erguer esse novo 
instrumento. Há verdades e erros infinitos. Isso é profundamente instigante. 
Porém, há que observar quais são os alimentos que utilizamos para consistir esta 
Frente. Há dois acúmulos fundamentais: a história do socialismo internacional 
(conquistas e derrotas) e particularmente a enorme história das lutas 
independentistas, antigas e contemporâneas da América Latina. Uma síntese do 
perfil desta frente se sintetiza como a de uma ferramenta de intervenção 
política socialista-latinoamericana.</FONT></DIV><FONT face=Arial size=2>
<DIV align=justify><BR>Novos códigos também são necessários, tanto no cenário da 
ação como no texto que se elabora. Neste último precisamos de uma resignficação 
dos termos que não é necessariamente teórica, mas sim, afirmativa das novas 
condições com as quais haveremos de nos dirigir na hora de expor o pensamento 
coletivo e na hora de agir na luta. Algumas palavras estão se extinguindo do 
nosso vocabulário militante à luz das experiências fracassadas e dos objetivos 
gerais defendidos. Não falamos mais em participação popular e sim em 
interferência. Quando se pensa em democracia só se trata da democracia direta. A 
hierarquia é sempre horizontal. O centralismo só pode ser democrático. A reforma 
da institucionalidade burguesa virá de uma Assembléia Constituinte Popular e não 
do mero reformismo já “tantas vezes reformado”.</DIV>
<DIV align=justify><BR>Apoiados nesse linguajar e aproveitando esse surgimento 
de uma FU que está aberta a qualquer pessoa, dês que socialista, integrada ou 
não a uma tendência, é que afirmarmos de maneira firme e decidida que a FU 
objetiva discutir os pontos de um Programa Máximo, sem desprezar as 
contingências e os detalhes de emergencialidade político-social de todo projeto 
de transformação. Dessa maneira acumularam-se alguns pontos determinantes nessa 
FU que hoje começa a se expandir fora de SC, apenas por causa do interesse de 
companheiros de outros estados (do qual somos gratos) e não porque ela seja uma 
linha de pensamento que se baseia na ocupação deliberada de espaços dentro da 
instituição ou dos coletivos sociais pré-existentes. Esses pontos proclamam 
que:</DIV>
<DIV align=justify><BR>1.&nbsp;“O PSOL não centre sua estratégia na 
autoconstrução. Ele deve ser uma ferramenta para a transformação 
social;<BR><BR>2. O partido deve subordinar as atividades institucional, 
eleitoral e parlamentar à organização e impulsão da mobilização 
popular;<BR><BR>3. O PSOL apóie a mobilização social sem pretender sua 
manipulação ou instrumentalização, agindo em favor de projetos políticos 
distintos, mas apropriados pela população oprimida nas diversas formas de 
exclusão. O respeito à independência do movimento social deve ser principio 
partidário fundamental;<BR><BR>4. O partido apóie toda forma de democracia 
direta (plebiscito, referendo, mobilizações, assembléias populares, lutas 
diretas), priorizando-a em relação à democracia representativa. As questões 
fundamentais da nação, como a ALCA, a propriedade da água, a reforma da educação 
devem ser decididas por participação popular direta. O princípio da 
elegibilidade deve atingir todas as esferas de poder, incluindo o judiciário. O 
PSOL deve defender a revogabilidade – por quem os elegeu - de todos os mandatos, 
a qualquer momento, quando são descumpridos os compromissos 
programáticos;<BR><BR>5. O panorama político latino-americano é dominado por uma 
crise do sistema institucional de dominação. No Brasil essa crise institucional 
do modelo capitalista dominante é observada nos poderes que o sustentam. Tanto 
do executivo, legislativo e judiciário, quanto de um poder mediático 
monopolizado pelas grandes corporações que distribuem a informação e são 
submissas e associadas às elites e aos poderes constituídos, perderam 
legitimidade perante a população. É por isso que o PSOL não deve aceitar nenhuma 
reforma político institucional oriunda daqueles cuja legitimidade e questionada 
pela sociedade. O PSOL precisa, fundamentalmente, estimular alternativas de 
democracia popular, apresentando uma saída positiva para as aspirações populares 
de mudança, extraindo nossas propostas do próprio movimento social, para 
conduzir uma reforma política e institucional, profunda e estrutural, fundando 
uma nova democracia baseada na igualdade, liberdade, justiça social e soberania, 
inerentes ao sistema socialista.” <BR>&nbsp;<BR>A partir destes pontos, ou da 
somatória de todos eles, surge-nos a necessidade de termos um 1º Congresso 
Nacional que permita debater velhas e novas formas de intervenção, dando a todas 
a mesma importância, e deixando que o Congresso majoritariamente determine qual 
o caminho a ser traçado, tanto em matéria programática quanto na forma de 
implementar as ações decorrentes dela. Se a institucionalidade já instalada 
pretende predominar e preencher os vazios que ainda temos no partido, que são 
enormes, a democracia interna e as moções inovadoras a serviço do socialismo e 
da liberdade sofrerão uma derrota que poderá retrasar de forma considerável, no 
Brasil e na América Latina (pela importância estratégica regional do Brasil), o 
desenvolvimento de mecanismos de libertação que estão em curso na região pela 
via democrática, ainda que não necessariamente revolucionária. <BR>&nbsp;<BR>A 
expectativa da Frente Única Social e Política é que a partir do nosso 1º 
Congresso Nacional esses novos atores, os novos sujeitos sociais e políticos que 
vieram a formar e construir o Partido Socialismo e Liberdade tenham espaço, 
individual e coletivo, para mostrar e debater suas formas e ferramentas 
democráticas de transformar a sociedade. Suas armas solidárias e socialistas 
para mudar o Brasil e acompanhar este novo momento da civilização que está se 
abrindo entre as primeiras cinzas do imperialismo.<BR>&nbsp;<BR>* Raul Fitipaldi 
é jornalista, fundador do PSOL-Santa Catarina. 
<HR>
<STRONG><EM><FONT color=#000080>La información contenida en el boletín es de 
fuentes propias, sitios web, medios periodísticos, redes alternativas, 
movimientos sociales y organizaciones políticas de izquierda. Los artículos 
firmados no comprometen la posición editorial de Correspondencia de Prensa. 
Suscripciones, Ernesto Herrera: </FONT></EM></STRONG><A 
href="mailto:germain@chasque.net"><STRONG><EM><FONT 
color=#000080>germain@chasque.net</FONT></EM></STRONG></A> 
<HR>
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