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<DIV align=center><STRONG><FONT size=4><U>boletín solidario de
información</U><BR><FONT color=#800000 size=5>Correspondencia de Prensa</FONT>
<BR><U>31 de enero 2010</U><BR><FONT color=#800000 size=5>Colectivo Militante -
Agenda Radical<BR></FONT>Gaboto 1305 - Montevideo - Uruguay<BR>redacción y
suscripciones: </FONT></STRONG><A
href="mailto:germain5@chasque.net"><STRONG><FONT
size=4>germain5@chasque.net</FONT></STRONG></A></DIV>
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<DIV><STRONG><FONT size=3>Foro Social
Mundial/Salvador</FONT></STRONG></FONT></DIV>
<DIV align=justify><FONT face=Arial size=2></FONT><FONT face=Arial
size=2></FONT><BR><FONT face=Arial><STRONG>Marcha classista de apoio ao povo
haitiano toma as ruas de Salvador</STRONG></FONT></DIV>
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<DIV><FONT face=Arial size=2><STRONG>Conlutas</STRONG></FONT></DIV>
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href="http://www.conlutas.org.br/"><STRONG>http://www.conlutas.org.br/</STRONG></A></FONT></DIV>
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<DIV align=justify><BR>Marcha recebeu apoio da população e, ao final, presenciou
policial atirando em mendigo em plena praça da Piedade</FONT></DIV><FONT
face=Arial size=2>
<DIV align=justify><BR>A marcha em solidariedade ao Haiti realizada no Fórum
Social Mundial, em Salvador, na sexta-feira (29), reuniu cerca de 800 pessoas.
Muitas faixas, bandeiras e palavras de ordem denunciavam a ocupação militar
naquele país, além de defender a necessidade de uma campanha imediata de
solidariedade de classe com o povo haitiano – a Conlutas já vem realizando essa
campanha juntamente com suas entidades afiliadas.</DIV>
<DIV align=justify><BR>A marcha, cujo início foi na praça Campo Grande, seguiu
pela avenida Sete de Setembro para fazer o encerramento na praça da Piedade,
tradicional local de luta em Salvador. Os manifestantes presentes denunciavam
uníssono: “ô ô ô Lula, preste atenção, solidariedade não é ocupação”, ou ainda
“É pra lutar, eu vim aqui, solidariedade ao Haiti”. Palavras de ordem
acompanhadas de bumbos e outros instrumentos musicais recebiam o apoio da
população por onde passavam.</DIV>
<DIV align=justify><BR>Uma das diferenças da campanha realizada pelos movimentos
e entidades presentes na marcha é o direcionamento da campanha de solidariedade
aos movimentos dos trabalhadores e movimentos sociais do Haiti, que além de
garantir a sobrevivência de companheiros, precisam reerguer suas entidades e
organizações para enfrentar a dura luta que se dá no naquele país contra o
imperialismo, principalmente norte-americano, que até antes do terremoto estava
representado pela presença das tropas brasileiras.</DIV>
<DIV align=justify><BR>O terremoto, como muitos dirigentes e ativistas alertaram
em suas intervenções no caminhão de som, foi um motivo para intensificar a
ocupação militar no Haiti. No palanque, o dirigente da Conlutas, Zé Maria de
Almeida, alertou a todos que a verdadeira intenção da ocupação militar é
explorar o povo haitiano. “Se o interesse fosse realmente ajudar a população
haitiana, os governos deveriam enviar médicos, enfermeiros, bombeiros. No
entanto, o Brasil enviou mais 900 soldados e os Estados Unidos 10 mil marines
para o Haiti. Segundo Zé Maria, todos nós sabemos qual é a missão destes
soldados, matar trabalhador. “O Haiti não precisa de tropas, precisa de
médicos”, disse aos manifestantes.</DIV>
<DIV align=justify><BR>Já o ativista do Quilombo Urbano, do Maranhão, Reginaldo,
denunciou que as tropas do Maranhão que foram para o Haiti, com autorização da
governadora Roseana Sarney, são as mesmas que exterminam os negros naquele
Estado.</DIV>
<DIV align=justify><BR>A marcha foi organizada pela Conlutas, Intersindical,
Consulta Popular, MST, MTST, PSTU, P-SOl e outras organizações políticas,
entidades do movimento popular e movimento negro, como o Ciclo Palmarino e
Quilombo Raça e Classe, e também entidades do movimento estudantil, entre elas,
a ANEL.</DIV>
<DIV align=justify><BR><STRONG>O Haiti é aqui</STRONG> </DIV>
<DIV align=justify> </DIV>
<DIV align=justify>Já era noite quando a atividade chegava ao fim. De repente,
um tiro foi ouvido na praça. Quem disparou foi um policial, a vítima era um
mendigo negro. Mal acabava uma manifestação contra opressão a um povo negro no
Caribe, oprimido por tropas internacionais, outra se iniciava nas ruas de
Salvador. Os manifestantes indignados com a atrocidade impediram que o policial
entrasse na ambulância com a vítima e os perseguiu por duas quadras sob os
gritos de “assassino”.</DIV>
<DIV align=justify><BR>Segundo uma das pessoas que presenciou a violência
policial contra o mendigo, disse que a vítima se chamava Lázaro, era morador de
rua e fazia poesia e artesanato.</DIV>
<DIV align=justify><BR>As entidades sindicais e movimentos sociais e populares
presentes na marcha prestarão queixa contra os policiais.
<HR>
</FONT></DIV></BODY></HTML>